sexta-feira, maio 25, 2007

O Captain! My Captain!

1

O Captain! my Captain! our fearful trip is done;
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won;
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring:
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.

2

O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up—for you the flag is flung—for you the bugle trills;
For you bouquets and ribbon’d wreaths—for you the shores a-crowding;
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head;
It is some dream that on the deck,
You’ve fallen cold and dead.

3

My Captain does not answer, his lips are pale and still;
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will;
The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done;
From fearful trip, the victor ship, comes in with object won;
Exult, O shores, and ring, O bells!
But I, with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.

Walt Whitman

sábado, maio 05, 2007

O Tomate

O Tomate é vermelho.
Sim! Ele é muito vermelho.
Um comunista vivaz
De carne macia visceral.
Malfeitor de sague quente,
Bochechas coradas
E pensamento fogoso.
Diria ruborizado.
Ver-me-lho rubor.

Pare e pense no tomate
Que quando jovem era verde
Feito doente
E com o passar dos anos
Envergonha-se feito um velho.
Sempre a ficar nervoso
Queixa-se de todos.
Diria chato.
Á-ci-do rude.

Um dia serei amigo
Do mais belo tomate
E arrancar-lhe-ei as tripas
Com uma mordida.
Uma vingança sagaz
Por sua mesquinhez
Austera e resoluta.
Diria cruel.
Sá-ti-ra perfeita.

L. Valdez

sábado, dezembro 23, 2006

Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
Bem assim, felicidade
Eu pensei que fosse uma
Brincadeira de papel
Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel
não vem
Com certeza já morreu
Ou, então, felicidade
É brinquedo que não tem

quarta-feira, junho 14, 2006

Reta

Por momentaneamente vazio.
O corpo pára salubril em descompasso
Estando longe daquela que recreia.

Pedras que n'água tocam barulham
Deixando o pensar que não se aquieta
Fazendo sobrar aqui - a falta.

L. Valdez

quarta-feira, março 22, 2006

terça-feira, março 07, 2006

O Segredo

Fito os olhos em minhas mãos e vejo o passar;
O passar de tudo que se sabe e não se pode.
Uma nau se distancia deixando um fio de espuma;
Espuma-branca que se dissipa - vindo a ser água.

A coluna cervical assim sinuosa se prende;
Se prende a desenhos de coisas que não existem.
Meu medo equilibrista a mim mesmo faz-me morto;
Morto-suicídio rijo - triste no tempo vil perdido.

L. Valdez

sábado, fevereiro 25, 2006

24, Novembro.

Tênue está o tempo
Que sorri junto ao vento que rodeia.
Deixemos a vida.

Sinto a língua em fogo,
Extinto outrora com o bater do sino.
Ouço a lira em maravilha,
A estremecer o ser que hoje felicita.

Tingido foi juízo
Que canta em delícia sob enlevamento.
Matemos a sede.

Alimento um órfão que chora,
Esquecido na rua triste do dia.
Sonho breve com o sol do Egito,
Incessante infinito na noite do Nilo.

L. Valdez

sábado, fevereiro 04, 2006