domingo, março 19, 2006
sábado, março 11, 2006
terça-feira, março 07, 2006
O Segredo
Fito os olhos em minhas mãos e vejo o passar;
O passar de tudo que se sabe e não se pode.
Uma nau se distancia deixando um fio de espuma;
Espuma-branca que se dissipa - vindo a ser água.
A coluna cervical assim sinuosa se prende;
Se prende a desenhos de coisas que não existem.
Meu medo equilibrista a mim mesmo faz-me morto;
Morto-suicídio rijo - triste no tempo vil perdido.
L. Valdez
O passar de tudo que se sabe e não se pode.
Uma nau se distancia deixando um fio de espuma;
Espuma-branca que se dissipa - vindo a ser água.
A coluna cervical assim sinuosa se prende;
Se prende a desenhos de coisas que não existem.
Meu medo equilibrista a mim mesmo faz-me morto;
Morto-suicídio rijo - triste no tempo vil perdido.
L. Valdez
sábado, fevereiro 25, 2006
24, Novembro.
Tênue está o tempo
Que sorri junto ao vento que rodeia.
Deixemos a vida.
Sinto a língua em fogo,
Extinto outrora com o bater do sino.
Ouço a lira em maravilha,
A estremecer o ser que hoje felicita.
Tingido foi juízo
Que canta em delícia sob enlevamento.
Matemos a sede.
Alimento um órfão que chora,
Esquecido na rua triste do dia.
Sonho breve com o sol do Egito,
Incessante infinito na noite do Nilo.
L. Valdez
Que sorri junto ao vento que rodeia.
Deixemos a vida.
Sinto a língua em fogo,
Extinto outrora com o bater do sino.
Ouço a lira em maravilha,
A estremecer o ser que hoje felicita.
Tingido foi juízo
Que canta em delícia sob enlevamento.
Matemos a sede.
Alimento um órfão que chora,
Esquecido na rua triste do dia.
Sonho breve com o sol do Egito,
Incessante infinito na noite do Nilo.
L. Valdez
domingo, fevereiro 19, 2006
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
terça-feira, janeiro 31, 2006
terça-feira, janeiro 03, 2006
quinta-feira, dezembro 22, 2005
O crepúsculo das cores
Se todas flores do mundo fossem iguais
Não seriam flores,
Seriam retratos-pastel de bibelôs feios.
Tristonho seria o bater do peito
E essa minha necessidade de amar se ia.
A pêra já não molharia as bocas túrgidas
E o carrossel giraria em tons de cinza
Opondo-se à poesia.
No entanto, sei que toda flor é única,
Das mais variadas quentes cores,
E que por isso nunca será uma igual à outra.
Nos jardins os bálsamos suavizam o revés
E os anjos cirandam pelo novo dia.
Meu fado plantou-me uma Flor perfeita
E por saber que a primavera da vida é bela
É que o amanhã me vem colorido.
L. Valdez - e. p.
Não seriam flores,
Seriam retratos-pastel de bibelôs feios.
Tristonho seria o bater do peito
E essa minha necessidade de amar se ia.
A pêra já não molharia as bocas túrgidas
E o carrossel giraria em tons de cinza
Opondo-se à poesia.
No entanto, sei que toda flor é única,
Das mais variadas quentes cores,
E que por isso nunca será uma igual à outra.
Nos jardins os bálsamos suavizam o revés
E os anjos cirandam pelo novo dia.
Meu fado plantou-me uma Flor perfeita
E por saber que a primavera da vida é bela
É que o amanhã me vem colorido.
L. Valdez - e. p.
quarta-feira, dezembro 21, 2005
Metade
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que eu acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda, que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso, mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que eu fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba,
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade também.
Oswaldo Montenegro
Que a morte de tudo que eu acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda, que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que penso, mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que eu fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba,
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade também.
Oswaldo Montenegro
terça-feira, dezembro 20, 2005
Minha sorte é menino peralta
Minha sorte é menino peralta
A pular amarelinha com meus medos.
Sua estripulia virginal
Borbulha os sonhos incertos
De criança ingênua que sou.
Às vezes encontro-me feliz,
Tal qual um girassol-feliz.
Às vezes encontro-me triste,
Tal qual uma estátua-triste.
E ao ver toda essa melancolia,
Faz ela girar meu mundo novamente
Levando-me para os campos verdejantes
Onde sorridente torce-me o braço
Como numa brincadeira de irmãos.
L. Valdez - e. p.
A pular amarelinha com meus medos.
Sua estripulia virginal
Borbulha os sonhos incertos
De criança ingênua que sou.
Às vezes encontro-me feliz,
Tal qual um girassol-feliz.
Às vezes encontro-me triste,
Tal qual uma estátua-triste.
E ao ver toda essa melancolia,
Faz ela girar meu mundo novamente
Levando-me para os campos verdejantes
Onde sorridente torce-me o braço
Como numa brincadeira de irmãos.
L. Valdez - e. p.
domingo, dezembro 18, 2005
Receita de Viver
Fiz uma vez uma receita de viver...
Viver é expandir, iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés de delas nos libertarmos.
Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida; acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeitar cada ser humano, em todos os cantos da terra, e por gostar de gente - gostar de gostar - é que encontro em cada indivíduo o reflexo do universo.
As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor.
A gente só é o que faz aos outros. Somos conseqüência dessa ação....
Talvez a coisa mais importante na vida seja não vencer na vida, não se realizar. O homem deve viver se realizando. O realizado botou ponto final. Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.
Acredito em milagres. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante. Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mal explicado, se o natural tivesse explicação. Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado e construirá um mundo, em que a lua terá prioridade.
Um mundo de mais lua que luar.
Adolpho Bloch
Viver é expandir, iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés de delas nos libertarmos.
Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida; acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeitar cada ser humano, em todos os cantos da terra, e por gostar de gente - gostar de gostar - é que encontro em cada indivíduo o reflexo do universo.
As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor.
A gente só é o que faz aos outros. Somos conseqüência dessa ação....
Talvez a coisa mais importante na vida seja não vencer na vida, não se realizar. O homem deve viver se realizando. O realizado botou ponto final. Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.
Acredito em milagres. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante. Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mal explicado, se o natural tivesse explicação. Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado e construirá um mundo, em que a lua terá prioridade.
Um mundo de mais lua que luar.
Adolpho Bloch
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Amor divino e amor profano
Primeiro vamos definir o que é amor:
"O amor é o desejo forte, que existe em todos nós, de construir um vínculo estável e sólido com outro ser. O objetivo desse elo é experimentarmos uma sensação de paz, harmonia e proteção encarando os relacionamentos como oportunidades para aprendermos e como desafios para o nosso crescimento pessoal", mas o amor perdeu a simplicidade original de uma pura troca de sentimentos.
Hoje o propósito dos relacionamentos é a satisfação de nossas necessidades pessoais, fazendo que nossos interesses venham antes do bem estar dos outros; gratificação física e sexual estão no topo de nossa lista. A maior prova disto são os dias que vivenciamos, as pessoas trocam sentimentos vazios umas com as outras, usam ambos os corpos para satisfazerem suas luxurias sexuais e fortalecem seus egos, e as conseqüências desses atos deixam seqüelas emocionais, cicatrizes sem marcas: tais como o medo, ódio, a inveja, a superioridade, entre outros.
As pessoas não se entregam por inteiro ao amor, elas apenas utilizam o amor físico para satisfazer a vontade de amar, eu chamaria isso de medo da solidão. O receio de estar só transforma as pessoas em seres de duas faces, onde estão dispostos a enganarem seus sentimentos para preencher o vazio.
Exemplo: Duas pessoas que não sentem exatamente nada uma pela outra, acabam de se relacionar, estão juntas só pela satisfação do momento ou até mesmo por uma certa pressão da sociedade que os obriga sempre estar ativo no campo do amor para não serem chamadas de solitários e estranhos. E no outro dia uma revê a outra e nem sequer consegue lembrar o nome dela, pois a satisfação já está completa e ambos já provaram à sociedade que são capazes de amar, agora estão dispostos a enganarem seus sentimentos novamente, pois estão sedados pelo prazer material (carnal).
Já o homem usa a desculpa do amor para provar sua masculinidade a si mesmo, e o mais importante, aos outros, o único objetivo de tantas garotas, de quantas ele levou pra cama, etc. É que ele quer mostrar o quanto macho ele é, mesmo que com isso ele fira sentimentos alheios, ou até mesmo os seus.
Hoje o amor não é nada mais que um jogo, onde homens e mulheres procuram os seus pares para dançar, e nessa jornada pontua mais quem conquistar mais pares, provando sua sexualidade. Veja quanto o amor é lindo: o amor se resume em suprir suas falhas, mas enquanto não achar o par perfeito, serve qualquer um(a), com dinheiro e beleza de sobra, para garantir que ele seja eterno.
Eu amo as pessoas que merecem meu amor e que dão o valor que lhe é digno. Não estou sendo egoísta, apenas não quero experimentar a dor da decepção. Não estou disposto a ser escravo deste amor, o amor é um sentimento além de minha compreensão, meu coração está fechado para novas decepções, não iludirei meus sentimentos por prazeres finitos e imperfeitos. Eu gastarei meu amor comigo e o retorno será satisfatório.
"O amor é o sentimento mais perfeito do universo. Seria possível seres imperfeitos como nós compreendê-lo?"
xMRNx
"O amor é o desejo forte, que existe em todos nós, de construir um vínculo estável e sólido com outro ser. O objetivo desse elo é experimentarmos uma sensação de paz, harmonia e proteção encarando os relacionamentos como oportunidades para aprendermos e como desafios para o nosso crescimento pessoal", mas o amor perdeu a simplicidade original de uma pura troca de sentimentos.
Hoje o propósito dos relacionamentos é a satisfação de nossas necessidades pessoais, fazendo que nossos interesses venham antes do bem estar dos outros; gratificação física e sexual estão no topo de nossa lista. A maior prova disto são os dias que vivenciamos, as pessoas trocam sentimentos vazios umas com as outras, usam ambos os corpos para satisfazerem suas luxurias sexuais e fortalecem seus egos, e as conseqüências desses atos deixam seqüelas emocionais, cicatrizes sem marcas: tais como o medo, ódio, a inveja, a superioridade, entre outros.
As pessoas não se entregam por inteiro ao amor, elas apenas utilizam o amor físico para satisfazer a vontade de amar, eu chamaria isso de medo da solidão. O receio de estar só transforma as pessoas em seres de duas faces, onde estão dispostos a enganarem seus sentimentos para preencher o vazio.
Exemplo: Duas pessoas que não sentem exatamente nada uma pela outra, acabam de se relacionar, estão juntas só pela satisfação do momento ou até mesmo por uma certa pressão da sociedade que os obriga sempre estar ativo no campo do amor para não serem chamadas de solitários e estranhos. E no outro dia uma revê a outra e nem sequer consegue lembrar o nome dela, pois a satisfação já está completa e ambos já provaram à sociedade que são capazes de amar, agora estão dispostos a enganarem seus sentimentos novamente, pois estão sedados pelo prazer material (carnal).
Já o homem usa a desculpa do amor para provar sua masculinidade a si mesmo, e o mais importante, aos outros, o único objetivo de tantas garotas, de quantas ele levou pra cama, etc. É que ele quer mostrar o quanto macho ele é, mesmo que com isso ele fira sentimentos alheios, ou até mesmo os seus.
Hoje o amor não é nada mais que um jogo, onde homens e mulheres procuram os seus pares para dançar, e nessa jornada pontua mais quem conquistar mais pares, provando sua sexualidade. Veja quanto o amor é lindo: o amor se resume em suprir suas falhas, mas enquanto não achar o par perfeito, serve qualquer um(a), com dinheiro e beleza de sobra, para garantir que ele seja eterno.
Eu amo as pessoas que merecem meu amor e que dão o valor que lhe é digno. Não estou sendo egoísta, apenas não quero experimentar a dor da decepção. Não estou disposto a ser escravo deste amor, o amor é um sentimento além de minha compreensão, meu coração está fechado para novas decepções, não iludirei meus sentimentos por prazeres finitos e imperfeitos. Eu gastarei meu amor comigo e o retorno será satisfatório.
"O amor é o sentimento mais perfeito do universo. Seria possível seres imperfeitos como nós compreendê-lo?"
xMRNx
Assinar:
Postagens (Atom)









